segunda-feira, 16 de abril de 2012

Como Colocar Vídeo em uma Página Web

Uma forma muito simples de colocar um vídeo em uma página web é transferi-la a YouTube e logo incrustá-lo na página web por meio de um código HTML que eles proporcionam.



Para colocar vídeo em uma página web, uma das opções mais simples é transferi-lo a YouTube.com e linkar com o vídeo para que se mostre desde lá. Pode-se colocar um link que vá a YouTube diretamente ou um código HTML para que o vídeo se mostre dentro de sua própria página web.
Publicar vídeos em YouTube tem várias vantagens, entre as quais poderíamos destacar:
  • Seus vídeos não ocupam espaço em sua hospedagem web.
  • A transferência devida aos vídeos se encarrega o YouTube, por isso que não afetará ao seu servidor (em velocidade e largura de banda consumida) porque tenha muitos visitantes vendo vídeos e tampouco será cobrado nada a mais por passar de Gigas transferidos em seu hosting.
  • É extremamente simples transferir vídeos a YouTube e logo colocá-los em sua web. Não tem que se preocupar por quase nada em tudo que se refere aos formatos ou compatibilidade de seu vídeo com diversos tipos de navegadores.
Porém, nem tudo são vantagens, pois há alguns detalhes que não são tão bons:
  • A definição de seu vídeo é fixa. Quando você transfere o vídeo, YouTube o processa para ajustá-lo a seus tamanhos e qualidade padrão.
  • Os vídeos que podem ser transferidos têm uma duração máxima de 10 minutos e 100 MB.
  • Seus vídeos são públicos (embora em YouTube pode-se restringir mais ou menos sua difusão).
  • É uma possível saída de visitantes de sua página: pode acontecer de alguns usuários irem a YouTube para continuar vendo vídeos ou qualquer outra coisa.
Sendo assim, se lhe interessa as vantagens anteriores e não lhe importa padecer certas desvantagens, como tornar seu conteúdo público em outro website ou não lhe importa que o tamanho dos vídeos seja menor que o que possivelmente tenha seu original, pois YouTube é sem dúvida uma grande opção.
Para transferir um vídeo a YouTube necessita-se estar registrado como usuário. Registrar-se é muito simples e não requer nenhum conhecimento especial. Uma vez registrado, você receberá um e-mail com um link para confirmar sua conta, que serve para que eles saibam que seu e-mail lhe pertence e foi escrito corretamente. Sem confirmar seu e-mail não lhe permitem transferir vídeos.
Uma vez registrado e confirmado seu e-mail, acessamos à nossa conta e poderemos transferir um vídeo através do botão "Enviar um vídeo" ou também através do link "Conta" que aparece em cima à direita e logo "Meus vídeos" e logo clicando no botão "enviar um vídeo" que aparece à esquerda.
Então, basta seguir os passos para colocar o vídeo. Oferece-se primeiro uma descrição e logo, envia-se o arquivo com seu vídeo. Demorará uns minutos em carregar o vídeo dependendo do tamanho que tiver e logo outros minutinhos para YouTube processá-lo para ajustá-lo a seu formato próprio.
A partir de então, você terá o vídeo em sua conta e poderá acessá-lo através do link "Meus vídeos".
Para conseguir o pedaço de código que tem que colar no HTML de sua página, você tem que ir a sua conta, logo a "meus vídeos" e logo abrir a janela de edição da informação do vídeo, através do botão "Editar informação de vídeo". Então, aparecem vários campos e um abaixo de tudo com o código que tem que copiar e colar no HTML de sua página, no lugar onde quiser que saia o vídeo. Tal código será algo parecido a isto:
<object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EtLjq3Ocs6w"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EtLjq3Ocs6w" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object>
Com este pedaço de código se mostrará seu vídeo com os controles de YouTube para colocá-lo em funcionamento, deter a reprodução, controlar o volume, etc.
Notas adicionais sobre transferir vídeos a YouTube:
A imagem que aparece à princípio no vídeo pode ser selecionada ao editar as informações do vídeo. Por padrão, já na maioria dos casos o primeiro fotograma, porém logo podemos selecionar outro fotograma se desejarmos.
As mudanças nas imagens iniciais levam umas horas, portanto terá que ter paciência se tiver mudado a imagem. Às vezes, não aparece a imagem inicial do vídeo e em seu lugar sai uma imagem padrão. Em alguns minutos ou horas poderá ver que YouTube se atualiza e lhe permitirá selecionar a foto fixa que desejar. Porém, em qualquer caso informam que pode demorar até 6 horas em se atualizar.
Logo, nas informações do vídeo, pode-se escolher inclusive o lugar onde se realizou a gravação.
Resumindo, com YouTube podemos facilmente começar a distribuir conteúdos multimídia, ao alcance de todos.

Como criar produtos digitais que os clientes adorem!

Investir em UX (experiência do usuário), que se preocupa com o design, a usabilidade e o engajamento emocional dos usuários, é um bom começo.

Greg Laugero, CIO/EUA




Quando se trata de construir relacionamentos digitais com seus clientes, seja através de um aplicativo móvel, um portal, ou um novo dispositivo o que importa é a experiência do usuário (UX). Lealdade dos clientes (e a parcela de suas carteiras que se dedicar a você) depende, em grande parte, de como eles se sentem em relação ao seu produto ou canal digital. Más experiências prejudicam a marca e deixam o dinheiro sobre a mesa.
Hoje, os CIOs estão se envolvendo mais no desenvolvimento de produtos para clientes externos. Mas, infelizmente, criar excelentes experiências de usuário continua a ser uma luta para muitas grandes empresas de TI. Vejo muitas empresas que ainda acreditam que a contratação de terceiros, especializados, renderá produtos digitais (sites, APPs, etc) atraentes. Em vez disso, o resultado normalmente é uma lista confusa de "requisitos" que produz sistemas muito caros, que não conseguem empolgar ou mesmo atender às expectativas dos clientes.


Criando usuários apaixonados
Um bom design orientado à experiência do usuário (UX) tem sido a solução deste problema na última década. Para ser claro, não estou falando de mais testes de usabilidade para tornar os sistemas mais "intuitivos". Esta abordagem da velha escola prosperou nas décadas de 1980 e 90, quando os computadores eram ferramentas de entrada de dados e processamento. "Usabilidade" significava eficiência das tarefas, aumentando e reduzindo os erros de entrada de dados.
Quando falo em um design UX estratégico estou me referindo ao seu valor estratégico de fato.
Especialistas em UX concentram-se na criação de usuários apaixonados (engajados), em fazê-los voltar repetidas vezes e em desenvolver produtos divertidos e fácil de usar, que cunpram o seu objetivo. O designer de UX é orientado estrategicamente a solucionar problemas, combinando objetivos de negócios, capacidades tecnológicas e uma rica compreensão do comportamento do usuários para criar produtos digitais inovadores e atraentes. A UX estratégica mostra às partes interessadas como entregar valor aos difentes públicos-alvo.
Como a experiência do usuário envolve a análise de uso de um sistema como um todo, o desafio está no levantamento de requisitos e processos necessários ao desenvolvimento do produto digital. Muitos projetos de produtos digitais levam em conta apenas técnicas de UX e alguns elementos básicos de levantamento de requisitos. Só com isso talvez o usuário consiga fazer o que deseja, mas talvez não da maneira mais produtiva para ele a para própria empresa dona do produto.
Um designer de UX estratégico sairá do escritório para falar com os clientes. Identificará suas reais necessidades. Criará personagens e cenários que vão mais fundo do que o marketing, mergulhado em demografia e segmentação, para lançar luz sobre os objetivos dos clientes e as motivações que estão sendo perdidas pelo seu produto/canal. Talvez exista uma oportunidade para usar a mecânica de um jogo para melhorar o engajamento com a marca. Ou a necessidade de criação de uma APP móvel associada ao site de vendas.
O design estratégico de UX é uma base muito melhor para determinar os requisitos de negócios e o escopo do projeto, concentrando-se na experiência dos clientes, permitindo que a equipe faça as devidas compensações quando as características desejadas ​​depararem com a realidade de tempo e orçamento.

sábado, 14 de abril de 2012

Exército cria robô que reage a reações inesperadas!!!

Robô 'mula-sem-cabeça' vai reforçar exército dos EUA

BigDog valeu contrato de US$ 10 milhões de empresa de robótica com o Pentágono.
Robô é capaz de levar até 150 kg de carga em qualquer terreno.
Foto: Divulgação

A 'mula-sem-cabeça' do exército em ação: balança, mas não cai (Foto: Divulgação)
Os soldados americanos poderão, no futuro, contar com a ajuda de um ser que parece ter saído do folclore brasileiro direto para a prancheta dos engenheiros contratados pelo Pentágono: o BigDog, um projeto em desenvolvimento pela BostonDynamics, é uma espécie de "mula-sem-cabeça" de carga.

Capaz de carregar 150 quilos, o BigDog foi encomendado pelo exército americano para operar em qualquer terreno. Em locais onde é necessário escalar, rodas e esteiras não têm como competir com a operação de alavanca "natural" das pernas.



 Por isso, o BigDog é programado para agir praticamente como um quadrúpede natural: ele se equilibra até mesmo quando é traído pelo solo ou encontra algum obstáculo que tenta derrubá-lo. No vídeo, é possível ver o BigDog sendo "abusado" durante os testes: ele balança ao levar um chute, mas não cai. Quando o chão está cheio de gelo escorregadio, o robô sofre como um iniciante em patinação, mas mantém a carga em segurança.
O controle é feito por um computador ligado a sensores de ambiente, giroscópios e medidores de força e impacto. O robô sabe exatamente quanta força deve colocar em cada "junta" para atingir o movimento perfeito.

O desenvolvimento do BigDog rendeu à empresa um contrato de US$ 10 milhões com a secretaria de defesa dos EUA. Não há, no entanto, previsão de quando a "mula-sem-cabeça" vai passar a acompanhar os soldados americanos em confronto.


BIG DOG segundo Wikipédia

BigDog é um projeto de robô militar que está em desenvolvimento pela Boston Dynamics, constituindo-se numa espécie de "mula-sem-cabeça" de carga. Esse robô consegue carregar até 130kg em sua estrutura, além disso, ele reage à movimentos ao seu redor, não caindo ao ser empurrado ou caso escorregue, conseguindo caminhar em qualquer terreno(Inclusive gelo). Ele já é utilizado por militares em alguns lugares do mundo para transporte de itens e futuramente estará sendo comercializado.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Impressoras 3D permitem que qualquer pessoa possa reproduzir o que quiser, de Eletrodomésticos a Carros, quando e na hora que desejar!

A nova revolução industrial


Saiba como isso vai mudar radicalmente a produção e a forma de fazer negócios




Por Rodrigo Caetano
Em Campinas, no interior de São Paulo, um grupo de cientistas brasileiros trabalha no desenvolvimento de uma impressora diferente. No lugar de cartuchos de tinta, a máquina utiliza células-tronco e, em vez de páginas e fotos, ela imprime órgãos humanos. Não se trata de um filme de ficção científica, mas sim de um trabalho em estágio avançado que é conduzido pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com universidades americanas. A meta dos estudos é imprimir um rim. 

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Os cientistas envolvidos na empreitada são categóricos ao afirmar que a tecnologia usada no projeto já permite reproduzir artificialmente órgãos de seres humanos. No entanto, ainda será necessário esperar um bom tempo até que partes do nosso corpo reproduzidas por essas máquinas sejam usadas em pessoas. “Falta realizar uma série de testes antes de se produzir um órgão vivo”, afirma o cientista Jorge Vicente Lopes da Silva, chefe da divisão de tecnologias tridimensionais do CTI. “Deve demorar cerca de 30 anos para termos resultados práticos”, diz. 
Bem-vindo ao mundo da impressão 3D.
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 Confira entrevista com o repórter da IstoÉ DINHEIRO, Rodrigo Caetano


Saiba como funciona impressora 3D

 A experiência do CTI é apenas uma amostra de um processo recente, que promete revolucionar o sistema de produção industrial como hoje conhecemos. Isso porque a mesma tecnologia testada na impressão de órgãos – e que ainda pode parecer algo que tem mais a ver com a ficção científica do que com o mundo real – já começa a ser adotada por empresas de todos os portes, em diferentes países, inclusive no Brasil, para fabricar produtos em plástico, metal e até titânio.  Da mesma forma que uma impressora tradicional, esses equipamentos em terceira dimensão fazem reproduções a partir de um arquivo de computador. A diferença está no resultado. 

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Impressora de órgãos: o cientista Jorge Vicente Lopes da Silva, do CTI, e uma prótese reproduzida

A nova geração de aparelhos imprime objetos funcionais, iguais aos fabricados nas linhas de produção industriais e com praticamente os mesmos materiais. No fundo, é como ter uma fábrica particular, na sua casa ou na mesa do seu escritório. Em outras palavras: o avanço proporcionado pela tecnologia 3D deve representar para o século XXI um efeito transformador semelhante ao provocado pela Revolução Industrial do final do século XVIII, que tornou viável a fabricação em massa, criou a produção em escala que permitiu o barateamento do preço das mercadorias e transformou a economia capitalista. 
A diferença é que, agora, a nova tecnologia de produção trilha uma direção exatamente oposta. A manufatura em larga escala dá lugar aos produtos personalizados e exclusivos, feitos sob medida, ao gosto do freguês. O conceito em que a impressão 3D está baseada é o da manufatura “aditiva”, como se diz na linguagem técnica. Nela, os objetos são formados a partir da deposição de material em camadas, na quantidade necessária. É bem distinto do processo tradicional, chamado de “subtrativo”, no qual a fabricação se dá por meio do corte, da deformação ou do desgaste dos materiais. O novo método é mais eficiente no uso das matérias-primas e permite a produção em baixa escala, sem aumento de custos. Por isso, ele sempre foi a opção natural para a fabricação de protótipos.
Mas a novidade agora é que essas “fábricas particulares” já não estão mais restritas à criação de modelos. Hoje, o consumidor comum pode comprar diversos produtos impressos, como luminárias e relógios de parede. E, no futuro, as prateleiras das lojas estarão forradas das mais diversas mercadorias impressas, desde peças para automóveis e eletrodomésticos até partes de aeronaves. À primeira vista, isso pode parecer um devaneio futurista, mas não é. Trata-se de uma revolução que já começou e avança rapidamente, como indica uma pesquisa feita pela consultoria americana Wohlers Associates. O estudo constata que cerca de 20% dos objetos feitos com impressoras 3D no mundo são produtos acabados, prontos para a comercialização, e não apenas protótipos.

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Preço acessível: o equipamento da Maker Bot custa US$ 1,3 mil.
A empresa já vendeu cinco mil máquinas desde 2009, das quais 200 para o Brasil

Até 2020, essa participação deve subir para 50%. Diante desse cenário, surge a pergunta: as impressoras 3D serão capazes de substituir o tradicional processo industrial? Ou seja, as empresas vão aposentar o processo de produção atual? Não necessariamente. Ao que tudo indica, os dois modelos vão coexistir e serão adotados conforme demandas específicas das companhias e dos consumidores. É pouco provável, por exemplo, que uma montadora fabrique toda a sua linha de carros com impressoras 3D. Mas é perfeitamente possível imaginar que se possa desenvolver um veículo customizado, destinado a um público específico. Nesse sentido, o processo de impressão 3D cai como uma luva para atender com rapidez e custos menores à demanda por personalização do consumo. 
O aspecto fundamental a se observar é que essa inovação vai mudar as bases sobre a qual o sistema industrial se desenvolveu: tão ou mais importante que fabricar mercadorias será o desenvolvimento da ideia de um produto. Como exemplo, pense que um pequeno empreendedor, que hoje não tem condições financeiras de fabricar em larga escala uma linha de móveis, poderá criar e comercializar o arquivo de impressão de poltronas e sofás com design próprio. O consumidor, por sua vez, vai baixar esse programa pela internet, como hoje se faz com os downloads de música, e mandar imprimir o móvel.

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Se essa é uma situação que veremos daqui muito em breve, existem companhias que já entenderam o recado e estão dando um passo à frente da concorrência. A brasileira Itautec, fabricante de equipamentos de informática e caixas eletrônicos, controlada pelo grupo Itaúsa, vê um futuro de ouro para as impressoras 3D. A empresa passou a produzir nelas os terminais de autoatendimento que são enviados para os clientes homologarem. Assim, as partes plásticas dos caixas eletrônicos, como painel e carcaça, são feitas nos equipamentos de terceira dimensão e montadas posteriormente. 
O cliente, geralmente um banco, nem fica sabendo que o terminal que recebeu para aprovar é fruto de uma impressora 3D, tamanha a semelhança com as máquinas convencionais. “Antes, tínhamos de produzir um molde, mandar para a fábrica e esperar para ver se estava tudo certo”, diz Ronaldo Marques, gerente de desenvolvimento mecânico e design da Itautec. “Agora, o projetista, da mesa dele, manda a peça para a impressora e, em algumas horas, temos o produto nas mãos.” Com isso, processos que demoravam um ano para ser concluídos passaram a ser finalizados em questão de dois ou três meses. Os caixas eletrônicos da Itautec poderiam perfeitamente ser usados para o atendimento ao público. Só não o são porque, em larga escala, o sistema tradicional ainda é mais barato.

O avanço da nova tecnologia está permitindo que peças cada vez mais sofisticadas e resistentes sejam produzidas em qualquer tipo de material, seja plástico, seja metal ou madeira. A GM, por exemplo, utiliza o 3D para fazer protótipos de peças mecânicas e partes da lataria dos veículos. “Seria possível utilizarmos nos carros que vão para o mercado peças totalmente impressas em 3D”, diz Dúlio Freitas, gerente da área de montagem de protótipos da GM. “Mas, por uma questão de escala, isso não é viável economicamente.” Uma das experiências mais avançadas até hoje na área automotiva foi feita no Canadá pela Kor Ecologic, empresa especializada em produtos ecológicos.

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A companhia desenvolveu um carro-conceito totalmente fabricado por impressoras 3D. Até os vidros do automóvel foram impressos. Batizado de Urbee, o veículo transporta duas pessoas e possui motor híbrido, que funciona com gasolina ou eletricidade. Ele chega a uma velocidade de 160 km/h e faz 88 quilômetros com um litro de combustível. O plano da Kor Ecologic é lançar o carro comercialmente até 2014. A indústria aeronáutica também está de olho na inovação 3D. A companhia europeia Eads, responsável pela fabricação dos aviões Airbus, utiliza atualmente essas novas impressoras de terceira dimensão na produção de protótipos de peças para suas aeronaves. Mas, no futuro, a expectativa é a de imprimir uma asa inteira de um avião nesses equipamentos.
O uso dos equipamentos, no caso desse setor da indústria, proporciona uma enorme economia. Isso porque, para produzir uma peça de titânio pelo sistema tradicional, a partir de um bloco sólido, há uma perda de até 90% do material bruto. Com a impressão 3D, o desperdício é zero. Um aspecto que deve encorajar empresas de todos os setores a pensar em projetos mais ambiciosos nesse campo é o fato de o valor unitário das impressoras 3D estar em queda. Dessa maneira, os aparelhos estão se tornando acessíveis a praticamente qualquer microempresa ou pessoa física. Uma versão para uso doméstico de uma impressora 3D da companhia americana Maker Bot Industries, por exemplo, custa menos de US$ 1,3 mil.

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Pesquisas: no Brasil, várias universidades desenvolvem estudos para aperfeiçoar e
baratear as impressoras de terceira dimensão, criando diferentes aplicações para esses equipamentos

Fundada em 2009, a empresa já comercializou aproximadamente cinco mil equipamentos do gênero, dos quais 200 no Brasil. “Queríamos uma impressora 3D, mas eram muito caras. Então, construímos a nossa”, diz o americano Bre Pettis, um dos fundadores da Maker Bot. “Agora, nosso objetivo é fazer com que todos possam ter uma.” As máquinas da Maker Bot são vendidas em kits para serem montados pelos compradores. O modelo de negócios adotado é semelhante ao utilizado nos softwares livres, como o sistema operacional Linux. A ideia é de que o desenvolvimento da impressora seja feito de forma colaborativa entre todos os usuários pela internet.
Chegará um momento, segundo Pettis, em que as impressoras 3D estarão tão presentes na vida das pessoas que elas se tornarão comuns, assim como os aparelhos convencionais de hoje. “Vai ser interessante ver como a indústria reagirá ao fato de cada vez mais pessoas, em vez de comprar produtos, optarem por fazê-los em casa”, diz Pettis. O cenário descrito pelo executivo já está existe e está disponível também para os brasileiros. Há empresas que prestam serviços de impressão 3D para o consumidor comum, num modelo semelhante ao das gráficas rápidas.

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Uma delas é a Shapeways, companhia criada nos EUA pela Philips, que fabrica objetos em diversos materiais, como o metal. O consumidor envia pela internet um arquivo digital com o desenho do objeto e determina as cores que devem ser utilizadas. Depois de pronta, a mercadoria é entregue pelo correio, inclusive no Brasil. Atualmente, a Shapeways imprime cerca de dez mil objetos por mês, como cubos mágicos, brincos, anéis e telefones. Outra empresa que realiza um serviço parecido é a americana Digital Forming, especializada na customização de celulares. Em parceria com operadoras de telecomunicações americanas, a Digital Forming vende carcaças de telefones personalizadas pelos consumidores.
Como se vê, a revolução provocada pelas impressoras 3D já começa a transformar os negócios. Ainda é preciso, no entanto, avançar alguns passos para o sistema se popularizar de vez. Reduzir o preço é crucial nesse quesito. É sobre essa questão que diversos engenheiros e cientistas ao redor do mundo estão quebrando a cabeça neste momento. Um deles é o professor de engenharia Waldemir Lira, da Universidade Federal do ABC, em São Paulo. Ele está trabalhando no desenvolvimento de uma impressora que utiliza insumos mais baratos que o plástico ABS, material muito presente nas impressoras 3D, mas que pesa no bolso. “Não há quem domine por completo essa tecnologia atualmente”, afirma Lira. “Por isso, as possibilidades são enormes para qualquer inventor.” 
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Evolução: há dez anos, as máquinas eram grandes e custavam fortunas, o que restringia seu uso a grandes empresas

O professor Alberto Alvares, coordenador do grupo de inovação em automação industrial da Universidade de Brasília, também acredita que há um vasto campo a explorar nessa área. Por isso, resolveu pesquisar funções que vão além da impressão. Alvares desenvolveu um scanner 3D a partir de um Kinect, videogame da Microsoft que utiliza sensores de movimento no lugar dos controles. Com o brinquedo, ele consegue digitalizar o rosto de uma pessoa, por exemplo, e imprimi-lo, em três dimensões, em qualquer impressora 3D. “Com US$ 700, é possível ter um equipamento que faz a captura de um objeto e o produz instantaneamente”, diz o pesquisador.

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Caixa eletrônico: a Itautec, de Ronaldo Marques, imprime terminais de auto-atendimento que não devem nada aos modelos convencionais

Ele compara o atual estágio dessa tecnologia aos primórdios da computação pessoal. “A revolução dos computadores também começou nas universidades, com gente montando sua própria máquina”, afirma.As iniciativas desenvolvidas pelo setor acadêmico, segundo Alvares, vão interferir diretamente no mercado a partir do momento em que uma grande empresa se interessar pela fabricação em larga escala desse tipo de equipamento. “É uma questão de tempo para isso ocorrer”, diz. Ele está certo. AHP, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, fez neste ano uma parceria com a Stratasys, fabricante americana de impressoras 3D, para vender essas máquinas com sua marca.

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Fernando Lewis, da Hp: "o que essa nova tecnologia possibilita é o desenvolvimento de artigos únicos, exclusivos para cada pessoa"

Inicialmente, o produto, que custa US$ 17 mil, está sendo comercializado somente na Europa. “Esse valor certamente vai cair’, afirma Fernando Lewis, vice-presidente de imagem e impressão da HP. “Só não sei precisar em que velocidade esse processo vai acontecer.” Conhecer de perto os exemplos já aplicados na indústria e antecipar tendências é fundamental para entender como as relações de negócios serão modificadas por essa nova tecnologia. Não menos importante é perceber que a revolução deflagrada pelas impressoras 3D está inserida num contexto mais amplo, que é o da transição do mundo analógico para o digital. 
Uma das características mais marcantes desse período é a explosão de conteúdo e a valorização do indivíduo. Isso significa que, apesar de muitas empresas tentarem padronizar o consumo, as pessoas querem ser diferentes. “Todo mundo quer ser reconhecido por seus gostos pessoais”, afirma Lewis. “O que a impressão 3D possibilita é o desenvolvimento de artigos únicos, feitos exclusivamente para cada indivíduo.”

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Apple vale mais que a Microsoft e Google juntas!

Por  em 10.02.2012 as 11:00




As ações da Apple fizeram com que seu valor de mercado ultrapassasse a Microsoft e a Google juntas.

Alguém ainda dúvida do poder dessa megaempresa? E mais:
  • Com um valor de mercado de cerca de US$ 460 bilhões (788 bilhões de reais), a Apple vale mais que a Google, a Goldman Sachs, a General Motors, a Ford, a Boeing e a Starbucks combinadas.
  • A Apple agora vale quase o dobro da Microsoft (cerca de 258 bilhões de dólares, ou 442 bilhões de reais) e mais do que o dobro do Google (US $ 198 bilhões ou R$ 338 bilhões).
  • A empresa também vale mais do que duas vezes a General Electric (cerca de US$ 202 bilhões ou R$ 346 bilhões), IBM (cerca de US$ 224 bilhões ou R$ 383 bilhões) ou Wal-Mart (US$ 212 bilhões ou R$ 363 bilhões).
  • A Apple, que ficou em 35º lugar no ranking da revista financeira Fortune 500, baseado em vendas anuais, vale oito vezes mais do que a empresa logo abaixo na lista Fortune (Boeing, cerca de 56,5 bilhões dólares ou 96 bilhões de reais), e 20 vezes mais do que a empresa acima na lista (Medco Health Solutions, 23,4 bilhões de dólares ou 40 bilhões de reais).
As ações da Apple fecharam em cerca de 3,5% na quinta-feira, em 493,17 dólares (R$ 845,27).